Noites loucas
Convoco as estrelas uma a uma para entrarem na órbita celeste dos limites ilimitados dos nossos corpos de nós tão sôfregos .
Um a um
chegaremos ao destino certo
saciando as nossas bocas
sentindo -nos inteiros
sem freios.
Neste apetite nos exilamos
nos sentidos nos alojamos .
As nossas mãos esquecem -nos.
Abraços abracem -se.
Corpos perdem-se
um no outro,
fluindo em festins.
Em cada brinde
festejamos ternuras sem parar.
Em cada cálice
orgias de bocas
nessas noites loucas.
Maria de Sá
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