Escrevo.
Plantam no ar poemas.
Lembranças de momentos que se sonha ter
E fragilidades.
Contagiam outras letras, vindas de outras paragens.

Saudosas das maresias de sol a pintar a paisagem ao nascer e ao partir para outras paragens devagarinho, à brisa da tarde.
Bailam comigo ao ritmo das timbilas sem gritos.
Inpõem regras:Nada de ausências, nem de mim nem das infâncias criadas ao sol e ao vento, nem das casuarinas e muito menos das noites cálidas africanas acariaciadas por luares esbranquecidos.
Orgulhosas da sua beleza fragmentam histórias divertidas de gente castiça.Marcos de vidas hilariantes.
Momentos em que as palavras acabam com a magia do silêncio.
Encontros abraçados. Sensuais.
Encontros vadios. Fugidios porque cansados dos quases...
As letras
Vagueiam no teu espaço tranquilo.
Saboreias o azul de um céu muito azul, um mar sempre azul.
São as minhas guardiãs.
Fecham-te no meu coração.
Não digas às letras para escutarem a sinfonia das estrelas povoadas de lembranças e esperanças, ao som das Estações de Vivaldi para dispersarem os meus pensamentos, a Sonata ao Luar ou os Cisnes de Tchaikovsky na magia melancólica.

Quando fores não olhes para trás.
As minhas letras sabem que fui sempre nua de alma e coração.
Nasci para ser como sou: SEMPRE SÓ!
Maria Sá




