A lua foi cúmplice da tua ausência pelas margens do mar nas cálidas noites africanas.Silenciaram o cântico das sereias .Elas desistiram de ensinar como te enfeitiçar .
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Hoje sou um devaneio de mim própria a galope ao vento escoltada pelas maresias.Já não vou sentindo a tua ausência no meu templo .Como sempre tão longe do que fui e agora já nem sei quem sou .
Agora nesse Universo etário ,acaso as minhas palavras teriam o condão de ainda tocar o teu coração?
As minhas palavras são o que me resta dos luares em silêncio.
Asfixiei-as no meu pensamento .
Prendo todo o meu alfabeto nos meus braços.Embrulho-o em folhas secas ..Ponho-o depois no vaso das recordações .Ali ficam na companhia do vazio com que sempre coabitei .Sei onde estão .Quietas.Silenciadas.Já não penso no passado.Guardei-te no silêncio da memória.
Aí dei-te um abrigo .Sei que me mantens esquecida ,
Maria Sá

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