quarta-feira, 26 de setembro de 2012

  
No meu Pegaso viajo por este Universo.
Encontrei Hermes com uma túnica resplandecente de ouro com as suas virgens.
Perguntei a mim própria para onde iriam.
Interpelei-o sobre mim.
Sofri a decepção do silêncio a pairar sobre o Universo.
Parti, procurando-me.
Percorri por onde bailam as estrelas e cometas em competição vestidos de azul  esbraquiçado.
Arrastam-se como eu  num aragem vazia.
Tanta solidão.
Sinto-me perdida num mundo ao qual não pertenço, 
quando afinal preciso esquecer-me dentro de mim.
Refugiu-me nas noites vadias para nem sequer ter a consciência do que nada sou.
O meu cavalo deixa-me nas margens do meu mar longe.
Saboreia o desfazer das ondas em espuma pela areia sequiosa deste espumar .
Estas espumas perguntam-me pelas ausências e partidas.
Contam que as sereias cantam a saudade de mim .
Recordam a princesa de um reino que foi meu.
Nesse reino o Destino consentiu que eu deixasse pedaços de vida.
E os seus espíritos brincam felizes empoleirados nos baloiços inventados 
nos braços das casuarinas milenárias .
Os deuses no Olimpo vigiam atentamente o meu cavalo Pégasus.
Sabem que me levará de novo por esse Universo de constelações luminosas. 
Irei ao encontro de vozes que me dirão o Hoje é o teu destino.
Escuto essas vozes na sentença poderosa do HOJE  para mim.

 Maria de Sá
26/9/2012

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